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O Weizmann Institute of Science desenvolve o conhecimento e o compromisso social do voluntariado universitário, por meio de um serviço de tutorias personalizadas para crianças de contextos desfavorecidos.

NÍVEL EDUCATIVO (idade)

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MAPA

ANÁLÍSE DA INOVAÇAO

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1. PROBLEMA QUE A INOVAÇÃO TENTA SOLUCIONAR

Muitas crianças de ambientes desfavorecidos, apesar de ter talento e potencial, não têm em suas casas o suporte necessário e nunca poderão ter acesso a certos estudos.

A isto juntam-se outros problemas como o financiamento dos estudos universitários por parte dos alunos ou a convivência de diferentes setores presentes na sociedade israelita.

Neste contexto, é necessário trabalhar para:

  • Enriquecer e melhorar a vida das crianças de ambientes desfavorecidos de todos os setores da sociedade – judeus, árabes e drusos – por meio de uma relação calorosa e próxima com um tutor pessoal.
  • Ajudar os estudantes universitários a enfrentarem as despesas da educação superior, por meio de bolsas de estudos parciais e/ou créditos acadêmicos, em troca de seu trabalho com as crianças necessitadas.
  • Permitir que os estudantes universitários (futuros líderes do país em todas as áreas) vivam em primeira mão alguns dos problemas sociais mais urgentes do país, ajudando assim a reduzir as diferenças na sociedade israelita.
  • Promover a tolerância e a compreensão entre os diferentes setores da sociedade (incluindo os judeus e os árabes), por meio de atividades conjuntas.

2. QUE SOLUÇÃO SE PROPÕE?

O Weizmann Institute of Science propõe juntar crianças de ambientes desfavorecidos com estudantes universitários que atuam como seus tutores, proporcionando-lhes atendimento personalizado (muitas vezes ausente no caso destas crianças) e servindo como um modelo a seguir.

O cuidado que as crianças Perach recebem de seus mentores vai ajudá-las a aperceberem-se de seu potencial e a desenvolverem sua motivação.

A experiência aproveita a capacidade do voluntário universitário que, por meio deste serviço, desenvolve seu conhecimento e compromisso social.

3. COMO FUNCIONA ESTA SOLUÇÃO?

Os mentores reúnem-se com seus aprendizes durante duas horas, duas vezes por semana.

Estes encontros têm lugar na casa do aluno (permitindo que o mentor se relacione com o contexto e a vida familiar), no campus da universidade, em pátios de recreio, bibliotecas, museus ou nos centros de enriquecimento de Perach.

A atividade é supervisionada e controlada pelos coordenadores Perach, mas se deixa ao “par” criança-mentor muita margem de manobra para decidir o que fazer  preparar os deveres, jogar no computador ou futebol, ir ao cinema, passear pela natureza, etc. O Perach tem uma estrutura piramidal, com um pequeno escritório central localizado no Weizmann Institute of Science e algumas divisões regionais nas universidades de todo o país.

Cada uma das divisões regionais do Perach é encabeçada por um diretor, que se encarrega de 50-70 coordenadores. Cada um dos coordenadores –  todos eles alunos e ex-mentores – é responsável por 50 mentores. O coordenador junta cada mentor com um aprendiz, depois de tê-los entrevistado em separado e ter obtido informações de fundo sobre o aprendiz. O pessoal do Perach recebe orientação profissional e apoio durante todo o ano.

Existem, além disso, grupos de trabalho, por meio de programas que são executados em todo o país. Os planos de estudo destes programas são elaborados por profissionais que proporcionam aos tutores os materiais e orientações necessários. Estes programas abrangem uma grande variedade de áreas, a grande maioria de ciências. Abordam assuntos tais como: a saúde e os cuidados dentários; educação em Ciência; Natureza e Meio Ambiente; música e muitos outros.

O projeto Perach desenvolve os centros de enriquecimento e os centros da ciência Havayeda Teva. Os primeiros são centros localizados principalmente nas zonas periféricas, abertos à tarde e que oferecem um ambiente tranquilo, onde mentores e aprendizes podem passar tempo de qualidade juntos. As instalações estão equipadas com jogos didáticos, livros, vídeos, materiais artísticos e computadores.

Por outro lado, o Perach abriu nove centros de ciência interativos, os Havayeda Teva (o termo havayeda significa “conhecimento” e “diversão” em hebreu). Nestes centros estimulam-se as crianças a jogar com instalações interativas, que lhes permitem experimentarem primeira mão alguns fenômenos científicos relacionados com o ambiente e a vida dos meninos e meninas. A abordagem destes centros aproveita o fato de as crianças terem uma curiosidade natural em relação ao que as rodeia e aprenderem melhor por meio da experimentação ativa. Por isso, os centros são ambientes de aprendizagem informal e lúdica, que atraem as crianças para o mundo da ciência.

Estes centros trazem a ciência para públicos que, devido a obstáculos geográficos ou socioeconômicos, não podem ter acesso aos grandes museus da ciência. Com efeito, os Havayeda Teva estão localizados na sua maioria nas cidades periféricas ou bairros israelitas com poucos recursos.

4. INDICADORES DE IMPACTO E RESULTADOS

Hoje em dia, aproximadamente 15% de todos os estudantes de educação superior em Israel e dezenas de milhares de crianças participam do projeto todos os anos. Uma percentagem significativa de mentores e aprendizes do Perach provem de grupos minoritários. O Perach converteu-se em uma fonte de inspiração e apoio a organizações semelhantes que agora operam em 20 países de todo o mundo.

Dados de 2012:

  • Alunos – 60.000
  • Mentores – 25.981
  • Escolas – 1.216
  • Cidades – 198
  • Coordenadores – 560

Da mesma forma, o número de visitantes dos Havayeda Teva é significativo − cerca de 200.000.

5. PONTOS FORTES DA INOVAÇÃO

  • Programa de mentoring estabelecido há mais de 30 anos.
  • Iniciativa focada nos mais desfavorecidos.
  • Mobilização (quantidade e organização) de voluntariado universitário.
  • Conceito e alcance dos centros de ciência interativos em zonas periféricas.

6. ALCANCE GEOGRÁFICO

Israel. Modelo replicado em 20 países.

7. MODELO DE RECEITA

O Perach recebe a maior parte de sua receita por meio do governo. O projeto também é apoiado pela Fundação Abraham e Sonia Rochlin e pela Família Enkin (Canadá).