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Mediante uma competição desafia os jovens a desenvolverem um robô, utilizando materiais de uso cotidiano em seu contexto ou de baixo custo. Inclui oficinas interativas com instrutores voluntários.

  • Organização:

    CORD

  • País

    Egito

  • Nome do(a) inovador(a) ou fundador(a):

    Mohammed A. ElRaffie

  • Endereço:

    1 D, Sama Cairo Buildings, Maadi. Cairo, Egypt

  • Reconhecimentos/Prêmios:

    2010 ganador de la SISWY “Innovación Social Starts With You”.

    2013 Fellow de Ashoka en el campo de la Educación.

    2013 premio Mobaderoon Misr para las empresas sociales.

NÍVEL EDUCATIVO (idade)

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APOIO AUDIOVISUAL

MAPA

ANÁLÍSE DA INOVAÇAO

ES-Cord-GA

1. PROBLEMA QUE A INOVAÇÃO TENTA SOLUCIONAR

A incompreensão sobre a importância do conhecimento e da pesquisa científica tem como consequência um menor apoio às crianças, para perseguirem sonhos científicos, e aos centros de pesquisa científica.

A falta de interação com a ciência e a tecnologia conduzem a uma atitude consumista sem análise nem compreensão real. A falta de uma consciência sobre a Física básica conduz a uma baixa capacidade de diagnóstico e eficiente resolução de problemas.

A isto junta-se a falta de apoio educativo em casa, assim como de ferramentas de baixo custo para estimular a criatividade e as habilidades de trabalho.

2. QUE SOLUÇÃO SE PROPÕE?

Aproximar a ciência à vida dos jovens egípcios e proporcionar-lhes uma experiência de aprendizagem que desenvolva a confiança em si mesmos, a criatividade, o engenho e o trabalho em equipe.

Para tal, através de uma competição de concepção de autômatos, desafia grupos de jovens a criarem um robô que se mova, mas utilizando materiais de uso cotidiano em suas casas ou comunidades, ou comprados em lojas de baixo custo. Deste modo, são incluídos todos os estratos socioeconômicos. Além disso, a competição não requer um conhecimento prévio, portanto oferece mais oportunidades de participação.

Desta forma, torna próxima e acessível a criação de um robô que socialmente é concebido como uma máquina sofisticada.

Também através de sua Academia Robô, oferece aos jovens a oportunidade de aprofundarem o conhecimento científico e sua capacidade inovadora.

Enquanto a maioria das propostas deste tipo se concentra em jovens de 18 a 25 anos, a CORD também foca sua atenção em uma faixa etária imediatamente mais baixa. Depois de um estudo-piloto inicial que incluiu 80 crianças entre as idades de 8 e 12 anos, está trabalhando com o Ministério da Educação e uma grande organização egípcia de cidadãos para implementar seu plano nas escolas públicas. Deste modo, seria implementado um currículo de criação de robô. O conceito é criar “as melhores coisas a partir do nada”.

3. COMO FUNCIONA ESTA SOLUÇÃO?

Põe o foco em formações baseadas em experiências de construção ou produção, assim como em uma aprendizagem que assume a forma de jogo. Através da experiência do jogo, da competição ou da simples participação em uma oficina, tentam proporcionar uma experiência de aprendizagem mais eficiente.

A competição oficial envolve instrutores voluntários (CORDians) que formam os grupos de jovens em robótica (conceitos básicos) através de oficinas interativas que duram de três a cinco semanas. Após essa formação inicial, os jovens (geralmente em grupos de três) constroem um robô com materiais de baixo custo que eles mesmos trouxeram.

Os robôs são construídos tendo como objetivo serem capazes de cruzar um pátio de recreio. Todos os que conseguem recebem um prêmio.

Desta forma, infunde nos jovens confiança, capacidade de trabalho em si mesmos e de assumirem desafios com os próprios recursos e o desenvolvimento da criatividade. Tudo isto trabalhado através de um programa de estudos bem planejado.

4.  INDICADORES DE IMPACTO E RESULTADOS

A primeira convocatória CORD (2007) para a construção de robôs, destinada a estudantes de Engenharia, teve 15 equipes cadastradas. No ano seguinte, o número ascendeu a 300 equipes de diferentes contextos e interesses. Em 2011, foram 1.000 as equipes cadastradas; a competição nesse ano foi desenvolvida em 24 centros diferentes, distribuídos por todo o país.

A metodologia melhorou de tal forma que dos 6% de participantes da primeira competição que conseguiram atingir o objetivo de pôr o robô em movimento, atualmente os que o conseguem passou para 90%.

Todos os participantes mostraram mais interesse na matéria e capacidade para enfrentar as atividades relacionadas com a construção de robôs. 80% dos participantes da competição estão, formal e informalmente, ligados à organização CORD. Está sendo instaurada em todos os institutos de engenharia do país, por terem visto que aumentava o interesse dos estudantes em frequentar a sala de aula e o número de mulheres participantes.

Por outro lado, conseguiu captar a atenção não só dos estudantes de engenharia, mas também de outras faculdades, como a de medicina.

Atualmente, participam até 300 voluntários como instrutores.

5. PONTOS FORTES DA INOVAÇÃO

  • Aprendizagem baseada na produção.
  • Utilização de recursos de baixo custo.
  • Estratégia divulgadora.
  • Eficaz na motivação.

6. ALCANCE GEOGRÁFICO

A CORD foi inicialmente implementada em um campus de engenharia do Cairo. Estendeu-se a campus de diferentes especialidades, acampamentos e eventos científicos. Do mesmo modo, também a acampamentos estivais de formação infantil e escolas. Foi replicada em diferentes lugares do Egito e da Tunísia.

7. MODELO DE RECEITA

Conseguem fundos com a venda de seus produtos, que são muito econômicos comparados com os da concorrência.

Recebeu subvenções relacionadas com a empresa social, que permitiu a produção de novos artigos.